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Mordida aberta: causas e tratamentos mais comuns

Sumário

Para muitas pessoas, a mordida aberta pode parecer apenas um detalhe estético, mas suas implicações funcionais vão muito além da aparência. Mordida aberta acontece quando os dentes superiores não se tocam com os dentes inferiores no fechamento da boca, deixando um espaço entre as arcadas anterior e posterior. Essa condição pode surgir tanto em dentes de leite quanto na dentição permanente e costuma impactar a mastigação, a fala e o equilíbrio facial. No Brasil, a discussão sobre mordida aberta ganhou relevância nos consultórios de odontologia e ortodontia, especialmente entre crianças e adolescentes, onde hábitos precoces podem influenciar o desenvolvimento do sorriso. A aplicação prática no dia a dia envolve reconhecer sinais, buscar orientação de um profissional qualificado, planejar interceptações simples na fase de crescimento e manter a rotina de higiene e monitoramento ao longo do tratamento, com foco em resultados funcionais e estéticos duradouros. A ideia é transformar o entendimento em ações concretas e viáveis dentro da realidade brasileira, considerando orçamento, tempo e acesso às opções de tratamento.

Este conteúdo da Apointoo oferece um guia prático: vamos além da definição e exploramos causas comuns, opções de tratamento que costumam ser viáveis no contexto brasileiro e passos práticos para colocar o plano em prática desde já. Você vai perceber como diferenciar mordida aberta relacionada a hábitos de desenvolvimento daqueles associadas a desequilíbrios no crescimento entre maxila e mandíbula, além de entender como planejar intervenções com equipe multiprofissional quando necessário. O objetivo é ir do “eu entendi” para o “eu sei aplicar hoje”, com orientações claras para famílias, pacientes e profissionais que acompanham o caso, sempre mantendo a higiene, a função mastigatória e o bem‑estar como pilares centrais.

O que é mordida aberta?

A mordida aberta é um padrão de oclusão em que, ao fechar a boca, os dentes superiores e inferiores não entram em contato plenamente, resultando em um espaço entre as arcadas na região anterior. Existem variações: a mordida aberta dental, em que o espaço está relacionado à posição dos dentes, e a mordida aberta esquelética, quando há desequilíbrio no crescimento ósseo da maxila e da mandíbula. Em termos práticos, essa condição pode comprometer a mastigação eficiente, dificultar a vedação labial, influenciar a fala e afetar a simetria facial ao longo do tempo. A gravidade varia conforme a idade, o padrão de crescimento e a presença de hábitos que mantêm o espaço. Em muitas situações, a correção envolve um planejamento que combine aspectos ortodônticos, ortopédicos e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos, sempre alinhados com as metas funcionais e estéticas do paciente.

Dentro da prática clínica, é comum classificar a mordida aberta pelo robste de diagnóstico: se predomina o componente dental (dentes fora de oclusão). Ou se predomina o componente esquelético (crescimento ósseo inadequado). A avaliação cuidadosa envolve exame clínico, fotografias intra e extraorais, modelos de estudo e, quando necessário, radiografias. A identificação adequada do tipo influencia diretamente o planejamento do tratamento e as expectativas de tempo. Ao observar sinais simples, como quebra de contato entre dentes anteriores ao fechar a boca, você já pode entender que algo exige avaliação profissional para evitar atrasos e retrabalho.

Causas mais comuns

  • Hábitos orais de sucção prolongada, como dedo, chupeta ou objetos, que mantêm a língua em posição inadequada e impedem o fechamento adequado dos dentes anteriores.
  • Discrepâncias de crescimento entre maxila e mandíbula, comuns em crianças, que geram desequilíbrios no alinhamento dental e na oclusão.
  • Mau posicionamento dentário anterior, com dentes que não contactam entre si de forma adequada, mantendo o espaço entre as arcadas.
  • Língua posicionada entre os dentes durante a deglutição e a fala (interposição da língua), prática que pode perpetuar a mordida aberta ao longo do desenvolvimento.
  • Respiração principalmente pela boca, associada a posicionamento oral e função da língua, favorecendo padrões de oclusão que mantêm a abertura.
  • Traumas ou alterações de desenvolvimento que afetam o alinhamento dos dentes ou o crescimento ósseo das estruturas faciais.
  • Fatores genéticos ou familiares que influenciam o formato das arcadas e o relacionamento entre maxila e mandíbula.

Tratamentos mais usados

Os tratamentos variam conforme a idade, o tipo de mordida aberta (dental ou esquelética, ou a combinação) e a gravidade. Em crianças e adolescentes, costuma-se priorizar intervenções menos invasivas que foquem na interceptação de hábitos, no reposicionamento da língua e no alinhamento dos dentes, com foco em evitar que o problema se agrave. Em muitos cenários, a combinação de ortodontia fixa ou removível, com dispositivos de expansão ou ortopediatria funcional, é suficiente para restabelecer boa oclusão e função. Em adultos, quando o desequilíbrio é mais estático ou quando há discordância esquelética significativa, pode haver indicação de cirurgia ortognática associada ao tratamento ortodôntico para alcançar resultados estáveis. Em todos os casos, o objetivo é promover contato adequado entre as superfícies dentárias, melhorar a função mastigatória e facilitar a fala, sem prejudicar a saúde geral da boca.

Entre as opções práticas, destacam-se:

– Aparelhos ortodônticos fixos ou removíveis, usados para alinhar dentes, fechar espaços e orientar a oclusão. A escolha depende da idade do paciente, da complexidade do caso e da cooperação com o uso do recurso escolhido.

– Expansão palatal ou maxilar em casos de maxila estreita, para criar espaço e favorecer o fechamento adequado, muitas vezes combinado com exercícios e orientação de função muscular.

– Terapia miofuncional orofacial, que envolve exercícios e técnicas para melhorar a posição da língua, respiração nasal e postura facial, ajudando a quebrar hábitos que mantêm a mordida aberta.

– Cirurgia ortognática em situações graves de desequilíbrio esquelético, quando há discrepância significativa entre o tamanho ou o posicionamento dos ossos da face. O tratamento cirúrgico é sempre acompanhado por estabilização ortodôntica para manter os resultados.

– Retentores ou contenções após a obtenção do alinhamento, a fim de manter a nova posição dos dentes e prevenir recidivas. A adesão ao uso do dispositivo de contenção é fundamental para a durabilidade do tratamento.

Template de avaliação inicial: objetivo, dados do paciente, histórico médico, exame clínico, fotografias, radiografias, diagnóstico presumido (dental/esquelético), metas de tratamento e próximos passos. Observações sobre hábitos, respiração, postura e linguagem associada devem constar, com indicação de exames adicionais necessários e cronograma de consultas.

Template de plano de tratamento: objetivo do plano, opções disponíveis (ortodontia, ortopedia, cirurgia), fases do tratamento, dispositivos sugeridos, duração estimada, metas de oclusão e de função, estratégias de higiene, compromissos do paciente e da família, além de critérios de avaliação de progresso e de quando realizar reavaliações.

Plano de ação e cuidados diários

  1. O que fazer: agendar avaliação com um ortodontista pediátrico ou ortodontista com experiência em crianças.
    Como fazer: entre em contato com a clínica, forneça histórico médico básico, relacione hábitos presentes e proponha algumas janelas de horário; leve qualquer documentação prévia e prontuários odontológicos do familiar, se houver.
  2. O que fazer: reunir informações clínicas relevantes.
    Como fazer: organize exames já realizados, moldes ou modelos de sorriso, fotografias intraorais, radiografias e relatórios de consultas anteriores; leve esses materiais no dia da avaliação para facilitar o diagnóstico.
  3. O que fazer: identificar hábitos que mantêm a mordida aberta.
    Como fazer: observe se há sucção de dedo, uso prolongado de chupeta ou objetos, respiração bucal, linguagem interposta da língua ou posição de repouso da língua; registre horários e intensidade para discutir com o profissional.
  4. O que fazer: classificar o tipo de mordida aberta.
    Como fazer: a avaliação clínica e de imagens ajudam a determinar se o problema é primordialmente dental (dentes fora de contato) ou esquelético (crescimento ósseo), ou uma combinação dos dois; essa diferenciação impacta o tratamento.
  5. O que fazer: discutir opções de tratamento com base no tipo identificado.
    Como fazer: converse sobre ortodontia (aparelho fixo, aliança removível, ou alinhadores), expansão palatal, terapia miofuncional, e, se houver indicação, cirurgia; alinhe expectativas com relação a tempo, custo e resultados funcionais.
  6. O que fazer: iniciar interceptação de hábitos e treino funcional.
    Como fazer: implemente estratégias para reduzir hábitos nocivos, utilize dispositivos de contenção conforme orientação profissional, e comece exercícios de língua e postura sugeridos pelo terapeuta miofuncional, mantendo o acompanhamento regular.
  7. O que fazer: acompanhar o progresso com consultas periódicas.
    Como fazer: siga o cronograma de retorno, ajuste o plano conforme necessidade clínica, monitore higiene, alimentação adequada e resposta aos dispositivos; esteja preparado para ajustar o tempo de tratamento de acordo com a resposta biológica do paciente.

Observação prática: cada passo envolve colaboração entre o paciente, a família e a equipe de saúde bucal. Em adolescentes e adultos, a adesão ao plano é tão crucial quanto a escolha do dispositivo, pois resultados dependem da combinação entre técnica, tempo e compromisso com as recomendações do profissional.

Observação prática 2: em casos de mordida aberta com componente esquelético evidente, a equipe pode considerar integração entre ortodontia e cirurgia ortognática, sempre com avaliação multidisciplinar, planejamento detalhado e consentimento informado do paciente ou da família.

Erros comuns

  • Subestimar a importância de uma avaliação completa logo no início do tratamento.
  • Aguardar que a mordida melhore sozinha sem intervenção adequada, especialmente quando há hábitos persistentes.
  • Ignorar hábitos nocivos que mantêm a mordida aberta, como sucção prolongada ou respiração pela boca.
  • Iniciar ou interromper o tratamento com frequência sem orientação profissional, prejudicando a continuidade e a eficácia.
  • Focar apenas na estética sem considerar função, respiração e fala, o que pode comprometer resultados a longo prazo.
  • Desconsiderar a higiene bucal adequada durante o uso de aparelhos ou dispositivos ortodônticos.

Checklist final

  • Agendar avaliação com ortodontista qualificado para mordida aberta.
  • Reunir histórico médico, radiografias e fotografias disponíveis.
  • Avaliar hábitos orais e respiratórios com registro detalhado.
  • Confirmar se a mordida aberta é dental, esquelética ou mista.
  • Discutir opções de tratamento realistas dentro da realidade brasileira.
  • Planejar interceptação de hábitos e treino miofuncional, se indicado.
  • Definir o tipo de dispositivo ortodôntico mais adequado para o caso.
  • Estabelecer um cronograma de consultas, ajustes e reavaliações.
  • Instruir sobre higiene adequada durante o tratamento e uso de aparelhos.
  • Incluir planejamento de retenção após a correção para evitar recidiva.
  • Considerar a necessidade de fases adicionais ou cirurgia, quando indicada.
  • Alinhar expectativas de tempo, custo e apoio emocional para toda a família.

Se você está lidando com mordida aberta, colocar o assunto na pauta de conversa com a sua clínica pode acelerar o caminho para a ação. Na prática da Apointoo, começamos pela avaliação detalhada, seguimos para opções personalizadas e acompanhamos de perto cada etapa, sempre com foco em resultado funcional e bem-estar. Quer saber mais ou agendar uma avaliação? Entre em contato com a nossa equipe para discutir opções realistas, responder suas dúvidas e planejar o próximo passo com tranquilidade.

Posted by
ROBERT SAZAM
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